A descoberta dos primeiros exoplanetas pode ter sido errada

A descoberta dos primeiros exoplanetas pode ter sido errada

dezembro 15, 2020 0 Por carolcfuenmayor

Astrônomos estão analisando os exoplanetas que foram descoberto inicialmente, pois, há a chance de nunca ter existidos. O que pode ter acontecido é o que o o telescópio espacial Hubble, da Nasa, possivelmente analisou uma nuvem luminosa por causa de uma colisão, e também explosão, de dois objetos frios, segundo a revista científica “Proceedings of the National Academy of O Sciences”.

O telescópio teve a coincidência de captar a tempo os efeitos dessa explosão, e não ela realmente, conforme os pedaços de foram foram distanciados.

“Essas colisões são extremamente raras, e então significa muito nós termos observado a evidência de uma delas”, mencionou o Andras Gaspar, principal autor do estudo e astrônomo-assistente do Observatório Steward, da Universidade do Arizona. “Acreditamos que estávamos no lugar certo e na hora certa para testemunhar um evento tão improvável.”

No passado, parecia que o exoplaneta estava orbitando em uma estrela chamada Fomalhaut, a uma distância de 25 anos-luz da Terra. Foi nomeado como  Fomalhaut b. Sua descoberta foi divulgada no ano de 2008, com as informações coletadas em 2004 e 2006.

Até o momento ele era considerado um dos exoplanetas que inicialmente foram descobertos por meio de imagens diretas. O telescópio espacial capturou nitidamente imagens de um ponto em movimento.

As imagens do Hubble

Os astrônomos, porém, tinham dúvidas sobre ele. As imagens do Hubble mostraram que o planeta apresentava brilho no aspecto de luz visível. Isso não acontece com os exoplanetas, seu tamanho é muito inferior para que a luz seja refletida pela estrela mãe, e ainda mais, ser visto com nitidez a uma grande distância assim por nós.

Não tinha sinais de calor. Exoplanetas, ainda mais os mais novos, exalam calor em forma de luz infravermelha que é possível descobrir.

Os pesquisadores, analisaram que teria uma possibilidade de ter um anel de poeira em sua órbita. Há imagens feitas nos anos posteriores a descoberta que dá para ver que o objeto perdia o brilho. No ano de 2014, o Hubble mostrou que não havia mais nada lá.

“Nosso estudo, que analisou todos os dados arquivados disponíveis do Hubble sobre Fomalhaut, revelou várias características que, juntas, indicam que um objeto do tamanho de um planeta pode nunca ter existido em primeiro lugar”, disse Gaspar. “Claramente, Fomalhaut b estava fazendo coisas que um planeta de boa-fé não deveria estar fazendo.”

Os pesquisaram pensam na hipótese do motivo do acontecimento foi por meio de uma colisão de dois objetos frios, parecidos com cometas, cada um com aproximadamente 200 quilômetros. Com o impacto, criou uma grande nuvem brilhante que parecia um exoplaneta.

Como aconteceu o desaparecimento?

Conforme o tempo passava, a nuvem provavelmente começou a se dissipar até o ponto de não poder ser mais observada pelo Hubble, mesmo que ela seja a parte maior da órbita relacionada a Terra em volta do Sol.

“Uma enorme nuvem de poeira criada recentemente, experimentando forças radioativas consideráveis da estrela central Fomalhaut, seria colocada nessa trajetória”, disse Gaspar. “Nosso modelo é naturalmente capaz de explicar todos os parâmetros observáveis independentes do sistema: sua taxa de expansão, sua dissipação e sua trajetória.”

O que ficou do antigo Fomalhaut b, está grudado em um grande anel de detritos em volta das estrelas.  Este anel inclui gelo, poeira e objetos congelados, como cometas.

E estudando esse acontecimento, segundo os pesquisadores, esse tipo de situação tem a possibilidade de voltar acontecer daqui a 200 mil anos. Ou seja, foi um momento raro de poder registrar.

No ano que vem, será mandado para o espaço o telescópio espacial James Webb, da Nasa, para que seja possível gravar imagens mais próximas das áreas mais quentes do sistema Fomalhaut  e estudar os dados sobre seu cinturão de asteroides.

Esse tipo de operação será algo inédito para os astrônomos para coletar informações sobre o sistema estelar distante. Os pesquisadores também irão usar telescópio para verificar se tem algum planeta real orbitando a estrela.

“O sistema estelar Fomalhaut é o laboratório de testes definitivo para todas as nossas ideias sobre como os exoplanetas e sistemas estelares evoluem”, disse George Rieke, coautor do estudo e professor de astronomia do Observatório Steward em comunicado. “Temos evidências de tais colisões em outros sistemas, mas nada dessa magnitude foi observado em nosso Sistema Solar. Este é um projeto de como os planetas se destroem.”