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A pulsação de um buraco negro é detectada por astrônomos

Astrônomos testemunham batimento do coração de um

Cada vez mais grandes descobertas estão sendo possíveis graças ao avanço da tecnologia. Quando a ciência, astrologia e tecnologia se unem, acontecimentos fantásticos são vistos de forma inacreditável.

Cientistas tiveram o privilégio enxergar o que foi chamado de “batimentos cardíacos” de um supermassivo. A distância que se encontra da terra é de aproximadamente 600 milhões de anos-luz.

Pesquisadores e astrônomos descobriam esse fato, que tem uma frequência de uma batida por hora, no ano de 2007. Porém, quatro depois o nosso sol impediu que os satélites de ver o buraco negro.

No ano de 2018, foi possível ver novamente, e com o usando o maior satélite de fontes de raios X da Agência Espacial Europeia, o XMM-Newton, mais avançado e muito mais tecnológico, puderam se surpreender com os batimentos mais fortes que os anteriores.

A grande novidade foi por causa que esse tipo de “batimentos cardíacos” de buracos negros não costuma ter uma durabilidade por anos.

A pesquisa e detalhes sobre esse estudo, foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Esse fato foi o primeiro registro confirmado pelos cientistas a 13 anos atrás. Atualmente, é o “batimento cardíaco” mais longo já confirmado em um buraco negro.

Buracos negros têm batimentos cardíacos?

Esse termo de “batimento cardíaco” foi colocado por causa que a pulsação em volta do buraco negro gera um sinal que se repete e pode ser percebido. De uma forma única ela é mantida.

Os buracos negros, na verdade são invisíveis, porém, o disco de material que fica a sua volta, nomeado acreção, gera luz de raios X que telescópios e satélites sensíveis, como o XMM-Newton.

Os buracos negros são alimentados por meio do material do disco de acreção, sugando espirais feitos de gás que aumentam a temperatura e exalam os raios X. Por esse motivo, os buracos negros exalam altos feixes com grande potência nomeados de jatos.

As informações que se tem, a potência dos raios X sendo jogas por esse buraco negro especialmente se assimila com uma constante repetição de batimento cardíaco. Isso é um fato raro de ocorrer.

O tempo que a pulsação que o buraco leva para fazer, pode indicar para os astrônomos  o tamanho e a estrutura da matéria mais próxima de horizonte de eventos do buraco negro – região onde nem a própria luz consegue fugir da força gravitacional.

Esse tipo de processo pode ser comparado a uma alimentação de uma criança de dois anos de idade, caso você alimentar muito rápido, ela vai cuspir tudo. Algo ilustrado pelo Chris Done, coautor do estudo e professor de física no Centro de Astronomia Extragalática da Universidade de Durham.

“A ideia principal sobre a formação desse “batimento cardíaco” é que as partes internas do disco de acreção estãose expandindo e contraindo”, disse Done. “O único outro sistema que sabemos que parece fazer a mesma coisa é um buraco negro de massa estelar 100 mil vezes menor emnossa Via Láctea”.

Para Done, este buraco está na região dos braços espirais da nossa galáxia não é um buraco negro supermassivo no meio da nossa galáxia. Então, ele é criado pelo o que restou de uma estrela muito massiva.

Quando aconteceu o choque, criou-se o buraco negro, que tem somente 10 vezes a massa do nosso sol, e vem crescendo por meio de uma estrela binária.

Mesmo sendo bem menor que o buraco negro, “a taxa na qual ele está sendo alimentado em relação à massa do buraco negro é a mesma do objeto que estávamos olhando, e é extraordinariamente alta”, disse Done.

Fortes batimentos cardíacos

Ao longo dos anos, os “batimentos cardíacos” tiveram alterações desde do início da observação feita em 2018.

Ficaram mais fortes e muito melhor de ser vista. Com isso, Done afirma “Ou seja, pudemos examinar suas propriedades com mais detalhes e ver como realmente é semelhante aoburaco negro binário que vemos em nossa galáxia”.

Há o planejamento de pesquisadores fazerem uma verificação mais detalhada sobre esse “batimento cardíaco” e entender em relação aos outros como é que se comportam em nossa galáxia. “Esse ‘batimento cardíaco’ é incrível”, disse Chichuan Jin, principal autor do estudo e pesquisador do Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências, em comunicado.

Quem sabe no futuro, não se encontra mais buracos negros como esse, e com mais recursos interessantes e incríveis para se observar. Ainda há grandes mistérios no universo para encontrar.