Na era da informação, estamos cada vez mais mal informados

Na era da informação, estamos cada vez mais mal informados

outubro 4, 2020 Off Por carolcfuenmayor

Atualmente, nossa mente absorve muito mais informação do que apenas a 10 anos atrás. A quantidade de informações que dispositivos e meios de comunicação que existem hoje é milhares de vezes maior do que antigamente.

Anos atrás assinava-se 2 ou 3 jornais para saber a noticia. Hoje com apenas alguns cliques temos acesso a centenas de jornais de mundo inteiro. E com isso sabemos o que está acontecendo do outro lado do mundo em questão de minutos.

A internet das coisas (IoT) os dispositivos que comunicam conosco é cada vez maior. Geladeiras, relógios, carros, smartphones, tvs, video games e mais uma infinidade de aparelhos.

E no meio a tanta informação, nossa avaliação do que é verdadeiro e falso, onde a fonte é confiável ou não, acaba ficando difícil.

Criações das teorias da conspiração

Grandes teorias da conspiração e falta de informação está aumentando de forma drástica nas redes sociais. Isso pode causa muitos impactos negativos para o mundo inteiro, por isso temos que tomar cuidado com o que fazemos.

Um exemplo disso é o YouTube. As pessoas são induzidas a teorias da conspiração. Se por acaso você assistir um vídeo falando que a terra é plana, possivelmente acabará tendo sugestões de dezenas.

Os especialistas do YouTube trabalham duro para que não tenha esse ciclo vicioso, modificando os algoritmos para que esses vídeos radicais não sejam recomendados.

Mesmo com todo esse esforço e tecnologia para impedir que informações falsas divulgadas, tudo isso pode ser em vão. Pois, os vídeos podem ser postado em outras plataformas.

Estima que foi removidos aproximadamente 8 mil vídeos pelo YouTube por verificar que possivelmente tinha informações falsas e sem base cientifica sobre tratamento do coronavírus.

Além de ser postado por muitos usuários, o público que tem essa informação é milhões de vezes maior. Há casos que 20 milhões de pessoas chegaram a visualizar por meio da plataforma Facebook.

O Facebook tem procedimentos para verificar a desinformação e classifica-la, porém, é muito difícil esse processo por causa da grande quantidade de informação que se é postada.

A BBC pediu para que o Facebook respondesse a um estudo feito de Oxford, e teve a seguinte resposta:”O Facebook não permite desinformação prejudicial em nossas plataformas e removemos sete milhões de pedaços de desinformação relacionados à Covid-19 entre abril e junho.

“Durante o mesmo período, colocamos rótulos de advertência em cerca de 98 milhões de informações incorretas relacionadas ao COVID-19 em todo o mundo, o que impediu as pessoas de visualizar o conteúdo original 95% das vezes.”‘

Os impactos causados

Como podemos ver que as teorias da conspiração e a falta de informação estão modificando o pensar das pessoas?

A grande geração de informação pelos aplicativos 5G está tendo um grande efeito na era digital.

Uma pesquisa feita por Paul Lee, da Deloitte em entrevista a BBC revela os novos comportamentos de usuários que usam o 5G na Europa, e como isso pode afetar a saúde humana de forma negativa.

No Reino Unido não há muita preocupação com o 5G e com o impacto na saúde, dos entrevistados apenas 14% mencionaram estar preocupados, em relação de aproximadamente um terço dos austríacos.

Pessoas de 25 a 34 anos apresento um número de 18%, que são pessoas que possivelmente entendem mais de tecnologia e usarão mais os aplicativos para redes sociais.

Com uma grande quantidade de dispositivos e softwares a disposição, é comum que sempre que surja uma novidade cause ansiedade. Porém, segundo relatou Paul Lee”Com o 5G, há graus de desconforto que nunca vi antes. E acho que em parte o que aconteceu é que há muito mais capacidade de compartilhar informações incorretas. “ 

Status da supervisão das falsas informações

Futuramente irá ter um grande teste para testar a eficiência de lidar com a desinformação nos meios de mídia social, em especial o Facebook. Poderá ser usada como teste nas plataformas dos EUA.

Mas o co-presidente do conselho, o ex-primeira-ministra dinamarquês Helle Thorning-Schmidt, menciona em entrevista que não se deve criar grandes expectativas sobre que isso seja feito de forma imediata.

É importante que a qualidade dos resultados tomem a frente da velocidade: “Não estamos aqui para ter opiniões precipitadas sobre as coisas. Estamos aqui para tomar decisões baseadas em princípios que o Facebook deve seguir.”

Esse combate a falta de informação está sendo levada tão a sério, que segundo ela, decisões desta Suprema Corte forem ignoradas, seus membros não permanecerão.

“Se o Facebook não seguir nossas decisões, não durará muito, porque assinamos essa tarefa apenas por causa da transparência e independência e da obrigação do Facebook – incluindo, é claro, Mark Zuckerberg – de seguir nossas decisões. essa é a linha vermelha para nós “, diz ela.

E todo tipo de grupos e instituições é a favor que aja um controle maior das informações. Claro que o foco principal somos nós, quanto pessoas responsáveis e conscientes.

Não devemos passar a adiante informações que temos dúvidas ou que recebemos nas midias sociais sem qualquer fundamento. Todos precisamos fazer nosso papel para que o mundo virtual seja apenas virtual, e não um mundo de falsas informações.